DE MESSIAS PARA MESSIAS

Jair Messias Bolsonaro, e sua política de governo, trouxeram novos ares e tensões para boa parte da população brasileira. Mandos e desmandos; construções e desconstruções, bem como parte de suas controvérsias, serão comentadas por outro Messias: INRI CRISTO, que se autoproclama a reencarnação de Jesus Cristo, é líder de uma comunidade religiosa com sede em Brasília-DF, onde atualmente reside tambérm um 'outro' Messias.



Em 2020 o Brasil vivencia conturbados e desconhecidos tempos políticos, econômicos e sociais – principalmente para uma geração que não conheceu de perto o autoritarismo de uma ditadura, mas respira o temor diário por uma nova. Por mais que possamos querer nos afastar da política – pelo bem da paz nos almoços familiares - é inegável que ela (a política) faz parte do dia-a-dia de toda humanidade incorporada no contexto democrático ocidental, afinal, esta (a democracia) ocorre através da participação popular em procedimentos constituídos pela força da Lei. E foi através desta participação popular que, em eleições legítimas, o Brasil passou a adotar um novo sistema ideológico, o qual alega ser liberal na economia, porém conservador nos costumes – contradizendo o economista britânico Adam Smith (1723-1790), mas satisfazendo a massa recém colonizada que exigia por mudanças.

As atuais estruturas governamentais, fundamentadas na última eleição federal (2018), alteraram o sentido de muitas ideias que já estavam previamente firmadas na consciência dos brasileiros. Movimentos científicos estão sendo desqualificados, o revisionismo histórico foi posto em pauta, algumas minorias sociais distanciadas do acesso a direitos fundamentais, a legitimação da violência como pressuposto de defesa, o ódio ao diferente, a aniquilação dos inimigos, etc. É importante frisar que tais comportamentos não são criação da governança atual, estes sempre estiveram alojados no 'homem cordial' (como dito por Sérgio Buarque de Holanda), esses comportamentos apenas foram legitimados e tiveram carta branca para sair livre da gaiola da vergonha alheia.

O sádico e excitante momento do mando, disfarçado de "princípio de autoridade", vem fundamentando e fortalecendo as estruturas sociais do Brasil contemporâneo, o qual se reflete desde a época quando senhores e escravos pisavam firmes nesse chão. Todos, do analfabeto ao doutor, tendem a desejar o poder da autoridade como ferramenta - o que é natural, pois a educação escolar que recebemos, desde as antigas, ainda não nos permitiu uma funcional libertação dessas velhas raízes que nos prendem ao passado. Parafraseando Paulo Freire: - Quando a educação não é libertadora, é objetivo do oprimido, um dia, também oprimir. Nisso, ambos – ricos ou pobres/ senhores e escravos/ doutores e analfabetos, elegem para si, seja pelo crivo democrático ou no apoio conciso de golpes de Estado, representantes que efetivam seus anseios, bons ou maus, reais ou utópicos, sendo que o mais importante é encontrar em um ídolo a legitimação do ‘eu’ ou do 'nosso'.


A cultura da polarização, onde os brasileiros estão - querendo ou não - inseridos, atribui uma fantasiosa autoridade sobre a maioria dos acontecimentos alheios. Somos juízes mansos para alguns ocorridos e carrascos condenadores para outros; opinamos e decidimos assuntos que não nos competem; e procuramos nos armar com todos os artifícios de ataque e/ou defesa. O príncipe, de Maquiavel (1467-1527), diz que 'estar desarmado nos obriga a ser submissos'. Por isso nos armamos, nos odiamos e defendemos, com unhas e dentes, nossos individuais interesses que pensamos, com muita fé e afinco, valer para todos os demais.

Não importa o período histórico, a narrativa, os personagens retratados ou o princípio ideológico vigente, o discurso de mando sempre estará fincado na velha e brasileira indagação do "- você sabe com quem está falando?"; que é de comum acordo entre sadistas e masoquistas, senhores e escravos, doutores e analfabetos, indivíduos de culturas diferentes ou iguais. A ordem do momento é oprimir, perseguir e calar; nem que seja o próprio cachorro, que apanha do dono ao latir de fome.

Estamos em constante processo de desumanização. O poder do consumo e o fetichismo da mercadoria nos manipulam e nos esvaziam por completo, resultando num produto crente em devoções cegas e frio com seus iguais. Estes atraentes mecanismos nos fazem como coisas ou bestas, permitindo com que objetivemos as nossas vidas do modo mais grosseiro possível, para que, sem muito trabalho, possamos nos autodestruir o quanto antes.


INRI CRISTO E A QUESTÃO POLÍTICA BRASILEIRA

Se Deus é brasileiro, não podemos afirmar, mas seu suposto filho é. Para comentar algumas questões convidamos INRI CRISTO, personalidade religiosa e também televisiva, que acredita ser a reencarnação de Jesus Cristo. INRI, como prefere ser chamado, nasceu no município de Indaial, interior do estado de Santa Catarina, em 22 de Março de 1948. Atualmente, INRI CRISTO reside em Brasília, a sede da SOUST (Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade), nome da sua organização religiosa. Brasília é considerada por INRI e seus discípulos como a Nova Jerusalém, a capital mística do mundo (informações obtidas em seu site oficial <https://inricristo.org.br/sintese-biografica/>).


01) Como o Senhor vê o comportamento dos brasileiros que se dedicam à defesa de personalidades políticas?

INRI CRISTO: “Vejo da mesma forma como no futebol, por exemplo. Alguns possuem equilíbrio ao optar por um time enquanto outros trilham o caminho do fanatismo. Pois o fanatismo, meus filhos, existe em diversas áreas, seja na política, na religião, no esporte, e por aí vai. Antes de escolher os líderes políticos – assim como os líderes dos demais setores da sociedade – há que se meditar e pedir orientação ao PAI, uma vez que eles, inspirados ou não pelo SENHOR DEUS, irão tomar as decisões que influenciarão de maneira positiva ou negativa na vida dos brasileiros e das demais nações mundiais.”


02) O caminho para a melhoria social e a valorização do nosso país está ou estará na mão de uma personalidade política?

INRI CRISTO: “O destino do Brasil está e sempre estará nas mãos de meu PAI, SENHOR e DEUS. Somente o líder que for deveras inspirado pelo CRIADOR poderá efetivar reais benefícios ao país. O governo deve dar prioridade à educação e à agricultura, incentivando a reversão do êxodo rural através de uma reforma agrária condizente com as necessidades e perspectivas dos camponeses.

O homem do campo deve voltar ao campo. Isso só é possível se lhe for garantida uma vida com dignidade, condições de instrução a fim de não se sentir atraído pela cidade nem diminuído socialmente por pertencer à zona rural. Dessa forma, até a medicina obtém benefícios; uma boa educação propicia a diminuição das doenças, uma vez que a prevenção a diversos males se ensina na escola.

Os hospitais desinchariam, melhorando a qualidade nos serviços de saúde. Além disso, muito mais significativo do que construir penitenciárias e pagar salários intoleráveis aos parasitas do erário (justiça seja feita às brilhantes exceções) é construir uma vida digna para o homem do campo. Assim ele não será impelido pelas circunstâncias impostas na vida urbana a tornar-se, contra sua vontade, delinquente, assassino, saqueador, assaltante e até sequestrador. A já tão morosa justiça brasileira também sentiria desdobramentos positivos devido à consequente diminuição da criminalidade. Tudo isso seria o ideal. Mas sou realista em reconhecer que enquanto o Brasil persistir obstinadamente tendo como padroeira uma estátua cega, surda e muda, não merecerá a bênção do ALTÍSSIMO. Continuará havendo desequilíbrios, enchentes no Sul e seca no Nordeste, e vice-versa, porque, é importante frisar uma vez mais, assim disse o SENHOR: ‘Eu sou o SENHOR, vosso DEUS, não fareis ídolos para vós nem imagens de escultura para adorardes, porque Eu sou o SENHOR, vosso DEUS… Se andardes conforme os meus preceitos, se guardardes os meus mandamentos e os praticardes, Eu vos darei a chuva no seu tempo, a terra dará o seu produto e as árvores se carregarão de frutos… Se, porém, me não ouvirdes e andardes ao contrário de mim, também Eu procederei contra vós e, com furor inimigo, visitar-vos-ei prontamente com a indigência e vos castigarei com sete pragas por causa de vossos pecados até o ponto de comerdes a carne de vossos filhos e de vossas filhas. Destruirei os vossos altos e quebrarei vossas estátuas. Vós caireis entre as ruínas de vossos ídolos e a minha alma vos abominará’ (Levítico c.26 v.1 a 30).”


03) O fenômeno do ‘messianismo político’, relatado por vários pesquisadores acadêmicos no campo da ciência política, é um fenômeno oportuno para a nossa realidade?

INRI CRISTO: “O governo que se envolve em questões religiosas acaba sempre se tornando tendencioso. Podem acreditar no ‘messianismo político’, mas a verdade é que os problemas do Brasil e do mundo seriam solucionados por um governo teocrático. Todavia, na atual conjuntura é inviável, utópico existir um governo teocrático, como deveria ser. Ortodoxo é o governo laico, em que é proibido expor símbolos religiosos nas repartições públicas. Aqui no Brasil o cidadão chega a um órgão militar, um fórum, uma prefeitura, ou no próprio palácio do governo e está sujeito a deparar-se com símbolos de idolatria. Isto é inconstitucional, pois a Constituição prevê que o direito é igual para todos. Como fica o direito dos judeus, dos ateus, dos evangélicos quando chegam a um local público que impõe, por exemplo, uma estátua da ‘madona’, cognominada ‘mãe de deus’? Se a constituição e o direito sagrado dos cidadãos fossem respeitados, o governo não se envolveria nas questões religiosas, a exemplo da França, que deveras é um país laico e ninguém é obrigado a curvar-se a nenhuma religião (refiro-me à França porque, durante o tempo em que lá vivi falando ao povo nas praças públicas e convivendo em suas casas, tive a oportunidade de perceber que o povo francês usufruía de liberdade consciencial). Eu ainda desejo e espero ver o Brasil laico. A liberdade consciencial seria salutar para todo o povo brasileiro. Imaginem que o Brasil tem um dia de veneração a uma estátua, estabelecido por um ex-ditador que se suicidou. Ele decretou o dia 12 de outubro em ‘homenagem à padroeira do Brasil’. Onde está o respeito às outras religiões, às outras crenças? Isso é um absurdo! Notai bem, meus filhos: se o ditador que decretou o dia de ‘homenagem à padroeira’ posteriormente se suicidou, não seria de rever este decreto ao longo dos anos, quiçá concedendo ao Brasil o direito de ter como padroeiro unicamente o ALTÍSSIMO? (‘Eu sou o SENHOR, este é o meu nome, não darei a outro a minha glória nem consentirei que se tribute aos ídolos o louvor que só a mim pertence’ – Isaías c.42 v.8).”


04) Como o Senhor vê a constante divisão social, até mesmo dentro das famílias, formuladas através desta polarização política?

INRI CRISTO: “A chave de tudo está no equilíbrio, não pender nem para direita nem para esquerda. Para além disso, reitero uma vez mais, existe o risco do fanatismo. E quais as consequências do fanatismo? Este pode levar a várias situações que culminarão com o caos social, devido principalmente à violência. Tenho assistido pela mídia notícias sobre violência doméstica por questões de opinião política, violência nas ruas, em diversas regiões do país. Qual a finalidade de tudo isto? A política deveria unir o povo, todos em prol do progresso, do desenvolvimento do país, o que traria benefícios a toda população. Como enunciei em 1998, o Brasil encontra-se numa guerra civil, embora oficiosa, não declarada, em que morrem mais pessoas por violência do que em qualquer país em conflito bélico.”


05) Diante dessa divisão social formulada por meio da polarização política, na visão do Senhor, existe algum caminho para uma possível conciliação entre as pessoas?

INRI CRISTO: “A fim de haver conciliação entre as pessoas é mister existir educação, honestidade, respeito mútuo, obviamente, considerando suas diferenças, sejam estas políticas ou em quaisquer setores da sociedade. Porém, enquanto houver a tradição da corrupção que impera no Brasil, ou seja, de que a corrupção é o melhor caminho para a ascensão social, o desequilíbrio geral permanecerá.

Os corruptos da direita e da esquerda continuarão impunes ou recebendo punições ‘aparentes’ e por um tempo mínimo, o que incita ainda mais o povo a proceder como seus líderes e a pensarem: ‘Se nossos governantes são corruptos, nós também seremos’.

Dessa forma, a tradição da corrupção continua vigorando, o país vive a esmo e as verdadeiras soluções para os problemas do Brasil continuam sem defensores e idealizadores.”


06) Na opinião do Senhor, os seres humanos são responsáveis pelas mazelas sociais e ambientais que vivenciamos em escala global? Ou isso seria uma consequência do ‘final dos tempos’, como dito por alguns?

INRI CRISTO: “Na realidade, o que chamam ‘fim dos tempos’significa o fim da vida na Terra, a extinção do planeta, o que acontecerá daqui a bilhões de anos. Mas o fim deste mundo caótico após a inevitável hecatombe nuclear, obviamente está atrelado aos seres humanos, uma vez que a maioria se olvidou dos mandamentos de meu PAI, SENHOR e DEUS. Todo o desequilíbrio e conflito existentes no mundo devem-se ao menosprezo dos seres humanos à lei divina. O dia em que o homem aprender a adorar unicamente a DEUS receberá a bênção divina em abundância. Não obstante, face ao atual estágio de degradação humana, só mesmo começando da estaca zero é possível voltar à senda do bem viver. Não se pode colher frutos de uma árvore cujas raízes estão podres. É mister cortá-la fora e lançá-la ao fogo a fim de que em seu lugar viceje uma nova árvore, produzindo bons frutos. Após a eclosão da inevitável hecatombe nuclear que culminará com o fim deste mundo caótico, no alvorecer da Nova Era, a sociedade emergente das cinzas se centrará em DEUS, meu PAI, e se regerá sob a égide do regime teocrático, que estabelecerá os ditames e os parâmetros das relações sociais.”


07) Afinal, a Terra é ‘arredondada’ (um geoide) como relata a ciência, ou uma superfície plana, como pensam os teóricos do Terraplanismo?

INRI CRISTO: “Obviamente a Terra é arredondada, apresenta a forma geoide como mencionado na pergunta.

O Terraplanismo é uma fantasia, uma sandice.

Galileu por pouco não foi assassinado por haver tido naquela época a verdadeira visão sobre a forma do planeta. Os cientistas sérios, dedicados à pesquisa, comprovam sem grandes complicações esta realidade. Muito antes de Galileu, a superfície da Terra foi determinada curva pelo então matemático e astrônomo grego Eratóstenes, aproximadamente 300 a.C. Enfim, meus filhos, basta olhar um navio surgindo no horizonte, o que se vê a princípio é o mastro do navio, bem antes de seu casco. As leis de DEUS e da natureza são simples, os homens é que as complicam.”


08) O que o Senhor pensa acerca do armamento civil? A partir desse princípio, existe algum efetivo caminho para a paz entre os homens?

INRI CRISTO: “Na verdade, gostaria de falar sobre o desarmamento da população que ocorreu em 2003. Além de ter sido uma atitude hipócrita e demagógica, mostrou-se inviável num país de tanta violência como o Brasil, onde a segurança pública deixa muito a desejar. É um contrassenso, pois, de uma forma ou de outra, os bandidos sempre continuarão possuindo armas, legal ou ilegalmente. Unicamente o povo é prejudicado por medidas como essa. Eu não uso armas e preferiria que ninguém usasse. Ideal seria se ninguém precisasse delas, afinal, ‘quem com ferro fere com ferro será ferido’. Todavia, conheço pessoas honestas que a elas recorrem não porque gostam, e sim por falta de opção, por não lhes restar alternativa.

Os cidadãos trabalhadores, pagadores de impostos, não podem abdicar o direito de garantir sua segurança num mundo tão conturbado e caótico como este em que vivemos. Para quem vive cercado de seguranças permanentemente à disposição, é muito fácil demagogicamente manter a extinção do porte de arma aos civis.

Mesmo estes sabem que não é dessa forma que se deterá a violência, nem aqui nem em qualquer outra parte do mundo. Isso é utopia. Bom seria se ninguém precisasse defender-se por meios próprios, seja porque inexistisse a violência ou porque a segurança pública proporcionasse a integridade dos cidadãos. Não obstante, como a realidade é bem diferente, entre os males, que prevaleça o menor. O que é menos grave: um bandido ceifar a vida de um chefe de família ou este usar uma arma para, em legítima defesa, interromper a ação do delinquente que poderia matar ainda outras pessoas de bem? Conheço inúmeros casos de pessoas que, na última hora, porque tinham em mãos uma arma, conseguiram se salvar. Já que os facínoras, os sequestradores, os assassinos, etc. andam armados, é incoerente manter a população desarmada. Isto é colocá-la à mercê dos delinquentes, oficializando o banditismo. A única solução honesta e coerente é facultar a cada cidadão honesto a possibilidade de portar uma arma dentro da legalidade. Obviamente, o flagrante de arma em mãos de quem não sabe usar deve ser sujeito à punição prevista por lei. A fim de obter o porte de arma, é necessário passar por um treinamento prévio, preferencialmente ministrado pela polícia. Na época em que o desarmamento civil foi posto em prática, a televisão mostrou milhares e milhares de pessoas entregando suas armas em troca de algum objeto simbólico na ilusão de estarem contribuindo para a paz social, enquanto, em oculto, milhares de bandidos davam gargalhadas de deboche face à ingenuidade dos incautos. É também importante salientar que todos os governos no mundo que desarmaram a população tiveram o intuito de mantê-la ditatorialmente sob escravatura, a exemplo da extinta União Soviética.”


09) A figura de Jesus foi representada em dezembro de 2019 no especial de natal do canal ‘Porta dos Fundos’, a comunidade religiosa, bem como os conservadores, reagiram com muita indignação ao episódio, principalmente por terem retratado Jesus Cristo como homossexual. Qual a opinião do Senhor sobre isso?

INRI CRISTO: “Responderei sinceramente; se minha resposta porventura ferir suscetibilidades ou ofender quem quer que seja, deve tratar-se de alguém que está desatrelado do Cosmos Infinito, de DEUS, uma vez que o ser humano em sintonia com o PAI ETERNO compreenderá as minhas palavras. Há décadas ensino que meu nome antigo (Jesus) é obsoleto. Existe até uma piada que circula na internet sobre um cachorro chamado Jesus. Logo, por que eu haveria de me preocupar se deram meu nome antigo a um cachorro? Por que eu haveria de ficar zangado, aborrecido se deram este nome a uma pessoa que apresenta conduta sexual atípica? Isso não me ofende em nada, simplesmente porque não é a mim que se referem. Ou seja, não sou eu que estou na piada mencionada nem no referido vídeo. Essas coisas não me atingem. Meu novo nome é INRI CRISTO, o nome que paguei com o meu sangue na cruz (‘Ao que vencer... escreverei sobre ele o nome de meu DEUS... e também o meu novonome’ - Apocalipse c.3 v.12). INRI significa, em latim, Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Em hebraico, Iammim Nour Rouahh Iabescheh, Água, Fogo, Terra e Ar. Significa, outrossim, Ignis Natura Renovatur Integra – pelo fogo a natureza se renova integralmente. Sou o Verbo de DEUS, meu PAI me reenviou a este mundo para cumprir mais uma etapa de minha missão, então nada tenho a ver com as mesquinharias humanas. Tenho consciência de que sempre existiu diversidade na relação sexual entre os terráqueos. Portanto, quando alguém configura um personagem de conduta atípica usando meu nome antigo, obsoleto (Jesus), não me atinge, pois é algo ligado à vida profana.

Hoje em dia existe facínora, proxeneta e até gigolô chamado Jesus, além de artistas e todo tipo de pessoa. Jamais disse que seria proibido usar este nome, por isso meu PAI me revelou que voltaria com um novo nome.

Não me enquadro em nenhum desses casos que mencionei, por isso não me ofendo. Inclusive, meu SENHOR e DEUS me revelou o motivo pelo qual atualmente as pessoas estão sendo imoladas por causa do meu nome antigo, obsoleto(Jesus), principalmente no Oriente Médio. São pessoas que continuam obstinadamente usando meu nome antigo, consequentemente, tornam-se vulneráveis. Eu adverti há dois mil anos que muitos seriam sacrificados por causa do meu nome (‘Então sereis sujeitos às tribulações e vos matarão, e sereis odiados por todas as gentes por causa do meu nome’ - Mateus c.24 v.9), mas meu PAI naquela época ainda não havia me revelado o motivo. Em tudo há uma razão de ser, conforme as leis estabelecidas pelo meu PAI. Sou Filósofo da liberdade consciencial, Educador de almas, voltei a este mundo para libertar o meu povo do jugo dos falsos religiosos, dos grilhões da idolatria, da fantasia e da mentira. Amo a liberdade, por isto deixo livres os seres que amo. Se voltam, é porque me reconheceram e são meus filhos, dignos de meu PAI, SENHOR e DEUS, que é em mim.”


10) A SOUST (sua comunidade religiosa) está situada em Brasília-DF, a qual o site organizacional da instituição declara ser a Nova Jerusalém. Brasília é também sede do governo federal onde o líder também é, coincidentemente, messias. De um messias para outro, qual seria o seu mais sincero conselho para o líder do executivo federal?

INRI CRISTO: “A princípio é mister esclarecer que o termo ‘Messias’, oriundo do aramaico ‘Mexīha’ e do hebraico ‘Meshiha’, quer dizer no singular ‘o ungido’. Confirmando a singularidade da expressão, a variante ‘Cristo’, a partir da palavra grega ‘Khristós’, outrossim quer dizer ‘o ungido’ no singular. (O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico ‘Māšîaḥ’, transliterado para o português como ‘Messias’). Portanto, considerando o real, original significado do termo ‘Messias’, Cristo, este só pode existir um. Podem acreditar no ‘messianismo político’, ‘religioso’, ‘esportivo’, etc. todavia, Cristo existe apenas um, e sou eu que vos falo, ninguém é obrigado a crer. Sobre aqueles que foram registrados com o nome ‘Messias’, como no caso do atual Presidente do Brasil e de várias pessoas do país e do mundo, digo-vos que esse termo é muito mais que um nome; na verdade ele traduz a minha condição única de Emissário do PAI. Dessa forma, não é possível fazer qualquer analogia. Há dois mil anos fui ungido pelo SENHOR e na atual encarnação, outrossim, fui ungido por meu PAI, SENHOR e DEUS no jejum, em Santiago do Chile, em 1979, quando tive a revelação de minha identidade. Insisto em reiterar que não sou religioso; sou Cristo, Filósofo da liberdade consciencial.

Em relação a Brasília, ela não é o que pensam e falam os leigos. Os políticos passarão, os governos passarão, os homens passarão e Brasília continuará sendo a Nova Jerusalém, prevista no Apocalipse c.21. Já ouvi várias vezes as pessoas dizerem: ‘Brasília, lá onde se encontram os políticos corruptos, os ladrões, onde até vândalos incendiaram um índio que pernoitava num banco de praça...’. Insisto em reiterar uma vez mais que, embora políticos corruptos vivam em Brasília, a maioria deles não são daqui, eles foram eleitos equivocadamente pelo povo de outros estados. Logo não se pode julgar a Nova Jerusalém por albergar a sede do Governo Federal bem como criminosos, bandidos, traficantes, latrocidas, estupradores, etc., que também existem em outras regiões do país e do mundo. Brasília está acoplada ao contexto universal. Muitas pessoas visitam a cidade por diversos motivos: há a inusitada geografia, a diversidade cultural... E uma das provas mais significativas, contundentes de que Brasília é a Nova Jerusalém, sucedeu quando DEUS inspirou o bem-aventurado arquiteto, Niemeyer, a fazer algo que ninguém pode mudar nem reverter (por isso ele foi agraciado com a longevidade, tendo vivido mais de cem anos). DEUS satirizou, mangou dos obstinados idólatras ao inspirar o arquiteto que era ateu (o SENHOR escreve direito mesmo que por linhas tortas, porque os homens entortam as linhas) a construir a catedral da madonado Apocalipse c.17 em Brasília numa grota, para mostrar que naquele local não se situa a casa dEle. No intuito de adentrar a aludida catedral é preciso descer a ladeira das trevas ao invés de subir e elevar as preces ao Inefável, ao ETERNO, Onisciente, Onipresente e Onipotente, único SENHOR da Vida e do Universo. Mística e metafisicamente, há nisto um grande e profundo significado transcendental, um sinal de DEUS. Nos tempos de Moisés, o SENHOR concedeu as tábuas da lei em uma montanha, mais precisamente no Monte Sinai, a saber, em lugar alto; há dois mil anos proferi um sermão em uma montanha; e hoje, a sede do Reino de DEUS, formalizado pela SOUST, que consiste outrossim numa Escola Esotérica, Mística e Filosófica, encontra-se em Brasília em um local alto, escolhido pelo SENHOR, numa altitude mais elevada do que a dos palácios, nomeado Ponte Alta Norte. Quando a SOUST era situada em Curitiba, encontrava-se no Alto Boqueirão. Em Santiago do Chile, eu jejuei num local chamado Puente Alto. São os sinais de meu PAI, Ele é Onipresente e se manifesta em todos os lugares, mas a Majestosa presença dEle só se faz sentir em lugares altos, afinal, Ele é o SENHOR das Alturas, o ALTÍSSIMO, o Infinito, o ETERNO. Em fevereiro de 1980, desembarquei pela primeira vez em Brasília. Hospedado no Hotel das Américas, apartamento 1.314, 13 º andar, ao abrir pela manhã a janela do quarto com vistas à Esplanada dos Ministérios, o SENHOR me revelou que Brasília é a Nova Jerusalém do Apocalipse c.21; isso ninguém pode mudar. O SENHOR sempre determinou o local concernente ao Reino dEle. (‘Glória da nova Jerusalém: Levanta-te, recebe a luz, Jerusalém, porque chegou a tua luz, e a glória do SENHOR nasceu sobre ti. Porque eis que as trevas cobrirão a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti nascerá o SENHOR, e a sua glória se verá em ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis, ao resplendor da tua aurora’– Isaías c.60 v.1 a 3 / ‘Porque eu vou criar céus novos e uma terra nova; não persistirão na memória as antigas calamidades, nem voltarão mais ao espírito’ – Isaías c.65 v.17).

Se eu pudesse aconselhar não somente o atual Presidente do Brasil, mas qualquer líder político, lembrando que continuo coerente com o que eu disse há dois mil anos: ‘Dai a César o que é de César e a DEUS o que é de DEUS’ (Mateus c.22 v.21), recomendaria que ele, ao ser investido do poder público (executivo, legislativo ou judiciário), sempre se inclinasse somente diante de meu PAI, SENHOR e DEUS, o Supremo CRIADOR, único Ser incriado, único ETERNO, único Ser digno de adoração e veneração, Onisciente, Onipresente e Onipotente, único SENHOR do Universo. Pois ao se inclinarem diante de qualquer homem, por mais que este se diga enviado de DEUS – ‘padre’, ‘pastor’, ‘médium’, ‘bispo’, ‘cardeal’, ‘papa’, que na verdade são embustólogos, falcatruólogos disfarçados de teólogos, não importando o título que usem para enganar os ingênuos, os incautos que lhes derem crédito – ficarão órfãos da espiritualidade, despojados das bênçãos divinas. Como o SENHOR vivifica cada célula de vosso corpo, cada partícula de vosso sangue, ao ajoelhar-vos diante de um homem, é o mesmo que tentar anular a Majestade de meu PAI, coagindo-O esquizofrenicamente, consciente ou inconscientemente, a se ajoelhar diante de um homem, e nesse momento Ele se ausenta. O CRIADOR Supremo jamais se ajoelha diante de quem quer que seja. Espero que meu PAI, SENHOR e DEUS, único SENHOR da Vida e do Destino, inspire não só o atual Presidente, mas qualquer um que, no porvir, venha a sentar-se naquela cadeira incandescente, a fim de que realize um governo equilibrado, não pendendo nem para direita nem para esquerda, pois qualquer líder que se torna radical, déspota, maltrata a população. E que ele se incline não diante de um homem, e sim somente diante do ALTÍSSIMO.

Quando me açoitaram, quando cuspiram em meu rosto e me ultrajaram na hora da crucificação, senti a ausência de meu PAI, porque Ele, Majestoso, não aceita qualquer tipo de irreverência, por isso eu disse: ‘PAI, me abandonaste?’ (Mateus c.27 v.46). Face a minha evocação, então Ele se manifestou, e então eu disse: ‘PAI, nas tuas mãos encomendo o meu espírito’ (Lucas c.23 v.46). Observai que eu disse ‘o meu espírito’, e não o meu corpo, pois sabia que meu corpo deveria voltar à Mãe Terra no cumprimento do que está escrito em Gênesis c.3 v.19 (‘Tu és pó, do pó tu foste tomado e ao pó retornarás’). Eis a contundente prova de que não fui de carne osso ao céu, e sim em espírito. Naquela época, disseram que meu corpo físico havia desaparecido. Na verdade, enquanto os soldados romanos desguarneceram a vigília (Mateus c.28 v.13), o SENHOR mandou servos fiéis recolherem meu corpo (Mateus c.27 v.55-56; Marcos c.15 v.47; Lucas c.23 v.55), cobri-lo com novos lençóis e ocultá-lo numa sepultura anônima, a fim de que cessasse a ultrajante sessão de escárnios e deboches que perdurava, mesmo depois da crucificação e consequente desencarnação. Os populares e os soldados debochavam: ‘Onde está o Salvador? Disse que salvaria a todos e não se salvou’. O SENHOR propiciou que os soldados adormecessem justo na hora em que enviou os servos inspirados por Ele, sob a supervisão de José de Arimatéia, para recolherem o meu corpo a fim de transladá-lo. Após esse evento, eu reapareci unicamente em espírito e por isso entrava nas casas estando as portas fechadas (João c.20 v.19 e 26), ou então incorporado no físico de outrem. A caminho de Emaús, dois discípulos falavam sobre minha crucificação com um forasteiro e não enxergavam que na realidade era eu quem estava caminhando com eles. Tendo declinado o dia, convidaram o homem para cear, e só na hora de partir o pão, pela minha forma peculiar é que me identificaram (Lucas c.24 v.13 a 35). É mister salientar que, depois que meu corpo foi recolhido, ficou na sepultura tão somente o Sudário, sobre o qual até hoje os órfãos da espiritualidade, os escravos das trevas lançam dúvidas quanto a sua legitimidade. Em verdade vos digo: foi DEUS que permitiu o registro dessa marca transcendental, misteriosa no lençol em que meu corpo estava a princípio envolto.

Reitero uma vez mais, os filhos de DEUS legítimos, cristãos autênticos, herdeiros do Reino dos céus, conscientes e confiantes, oram no quarto, com a porta fechada, como ensinei há dois mil anos: ‘Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu PAI Celeste em segredo. Em segredo Ele vê o que se passa e te abençoa’ (Mateus c.6 v.6). Não carecem ir aos templos construídos por homens, uma vez que transformam seus corpos em templos de DEUS. E assim estabelecem a simbiose com o Supremo CRIADOR, meu PAI que é vosso PAI, se assim compreendeis.”



Mensagem de INRI CRISTO aos leitores:


“Antes de concluir a presente entrevista, já que me fizeram perguntas sobre política, esclareço que em 1980 adverti sobre a imperiosa necessidade de priorizar a agricultura e a educação quando estive na Câmara dos Deputados a convite do então presidente, Flávio Marcílio, reunido com alguns deputados e senadores presentes. Eles anotaram tudo, todavia não consideraram relevante o aviso. Se me tivessem levado a sério naquela época, quando ainda era viável uma solução, o Brasil não estaria mergulhado neste caos. Posteriormente, ditei cartas aos Presidentes da República, alertando-os quanto ao porvir; tentei de diversas formas pronunciar-me nos programas de televisão, todavia não quiseram ouvir-me, não me deixaram falar a contento. Em 1996, o MÉPIC publicou a circular intitulada A Dança dos Títeres e enviou às autoridades e a diversos meios de comunicação. Nela, exortei que o Brasil estava (e continua) sendo vendido aos estrangeiros. Novamente, ninguém se manifestou. Em 1998, fui expulso do Congresso Nacional por mais uma vez insistir na advertência de que, se o Brasil não desse prioridade à educação e à agricultura, estaria na iminência de amargar uma sangrenta guerra civil. Estou consciente de que fiz a minha parte, adverti em tempo. Agora, só quando vierem perguntar-me e me deixarem falar livremente, poderei expor, não a solução, posto que não há mais tempo, porém um paliativo. Ao contrário, um sombrio porvir espera pelo Brasil, que continuará amargando o desespero e estará definitivamente mergulhado no caos social até a inevitável eclosão nuclear. Além disso, se os políticos soubessem a vantagem de ser honestos, seriam honestos até por rapacidade, salvo raras exceções. Na democracia verdadeira, genuína, plena, o voto é facultativo. Não se pode obrigar o cidadão a votar quando não confia em nenhum candidato, dessa forma o cidadão só iria votar quando considerasse um candidato digno de confiança. É a única forma de os políticos se empenharem em honrar o mandato, em servir ao povo ao invés de servir-se do povo. Reitero uma vez mais que ‘Democracia’significa o ‘povo no poder’, e sendo assim, não é lícito obrigá-lo a votar. Outro absurdo que acontece no Brasil é a utilização de milhões de reais (dinheiro do sacrifício do povo) em fundo partidário para eleger espertalhões, ‘aves de rapina’, sendo que há um horário nobre na televisão para que os candidatos apresentem suas propostas, suas ideias. Se o candidato for competente, sincero e honesto, ele irá se garantir pelo referido meio de comunicação com o povo e assim será eleito. Enfim, meus filhos, não pratico a chantagem do dízimo sobre o salário de ninguém, não vendo sacramentos, não sou e jamais serei candidato a nada; sou apolítico, retornei a este mundo com mandato divino. Todavia, vejo o povo brasileiro sendo cada vez mais oprimido, sugado pelos tributos exacerbados, outrossim, pela chantagem do dízimo praticada pelos lobos travestidos de ovelha, vejo as injustiças, os hospitais lotados, a fome, o desemprego, e meu dever é sempre dizer a verdade. Que a paz seja com todos.”

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REFERÊNCIAS

DESPERTADOR EXPLOSIVO vol.1 https://www.inricristo.org.br/despertador-explosivo-vol-1/ e vol.2 https://www.inricristo.org.br/despertador-explosivo-vol-2/. Confira a mais completa entrevista concedida por INRI através do link https://inricristo.org.br/categoria/mais-de-400-perguntas/ . A fim de complementar o estudo acesse os sites oficiais www.inricristo.org.br ou www.inricristo.net.

  1. [1]FREYRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. Abril: 1998.

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